
Quando conheci Jesus foi pelo amor, e não por outra via como muitos. Esse conhecimento é difícil de descrever: ele só se testemunha e, às vezes, não chega perto de traduzir este tão grande amor de Deus. Então, conhecendo este amor, comecei a rezar com o “Atos dos Apóstolos” e fiquei admirado pela vida deles. Comecei a pensar que tal forma de viver era o melhor projeto de vida que poderia existir. Mas, no segundo ano de caminhada, me jogaram um balde de água fria: um agente de pastoral disse que para viver assim só voltando naquela época, pois isso não existia mais, sendo essa vida impossível. Diante disso, fui para casa triste. O bom é que a tristeza evangélica não dura muito e não passa a noite. Observe sua tristeza: se ela durar mais de vinte quatro horas, ela não é evangélica! E naquele mesmo dia, uma adolescente do grupo Jesus de Nazaré me deu um livro de “São Francisco” - li e percebi que era possível - comecei a ficar mais animado e até hoje nunca deixei de ler sobre são Francisco.
Algumas pessoas se enganam quanto à pobreza de são Francisco... Pela pobreza, ele descobriu a essência de viver; imitando Jesus na pobreza. Muitos traduzem que amar a Deus é primeiro amar os pobres, fazer uma obra de caridade, etc. Isso tem sentido, no Evangelho os apóstolos também viveram isso e tinham a mesma natureza, o que é possível perceber quando perfumaram Jesus (ver a passagem Mt 26, 6-11 ) e Ele disse: “Olha os pobres vocês terão sempre, mas a mim não”. Aqui está a parte da tristeza da alma. A quem Francisco se apegou? Ao Pai dos pobres em Seu Filho Jesus Cristo e este amor fez de Francisco um pobre. E esse amor São Paulo traduz: “O amor tudo suporta...´´. Foi esse amor que Francisco descobriu e que nos dá a via para amar Jesus Cristo.
Francisco desejava que todos amassem assim e dessem tudo. Francisco conseguiu corresponder no amor. Não são as veste, as atitudes, a barriga que mostra um seguimento; mas o amor. Aqui está a diferença: tudo se dá por este amor.
Não se preocupe com o olhar das pessoas sobre você, mas com o olhar de Deus sobre ti. Por isso, Francisco queria ser irmão e não fazer irmãos. Assim, Francisco foi até o fim: cego, cheio de lepra; isso não é alegria, não é bom, é sim permanecer no amor, na vontade de Deus. Aqui está a grandeza de Francisco que diante de tantas dificuldades permaneceu até o fim. Francisco não quis mudar lobos, mas seu amor convenceu os lobos a amar. O mal se curva diante do amor e irá servi-lo mais a frente.

Peço que façam esta reflexão:
Como está nossa vida de irmãos em nossas casas?
No processo de amar, os desafios de amar são muitos! Como está sua vida de irmãos?
O amor para ser bom e verdadeiro tem que ser provado! A missão do Evangelho é amar!
Paz e bem para todos!
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